
Não sou escravo de ninguém, ninguém senhor do meu domínio. Sei o que devo defender e por valor tenho e temo o que agora se desfaz. Viajamos sete léguas por entre abismos e florestas, por Deus nunca me vi tão só! É a própria fé o que destrói, estes são dias desleais. Sou metal - raio, relâmpago e trovão, eu sou o ouro em seu brasão. Sou metal: me sabe o sopro do dragão. Reconheço o meu pesar: Quando tudo é traição. O que venho encontrar é a virtude em outras mãos. Minha terra é a terra que é minha e sempre será minha terra. Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.
É a verdade o que assombra. O descaso o que condena. A estupidez o que destrói. Eu vejo tudo o que se foi e o que não existe mais. Tenho os sentidos já dormentes, o corpo quer, a alma entende. Esta é a terra de ninguém e sei que devo resistir. Eu quero a espada em minhas mãos. Sou metal - raio, relâmpago e trovão. Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão. Sou metal: me sabe o sopro do dragão. Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração. Não aprendi a me render, que caia o inimigo então.
Tudo passa, tudo passará e nossa estória, não estará pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas prá contar. E até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe para trás, apenas começamos. O mundo começa agora, apenas começamos.
Um comentário:
Essa letra é linda, sinal que você tem bom gosto e sensibilidade, o que aliás fica provado também no seu ultimo post também (nova vida ).
Parabéns pelo blog
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