quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Exploração 3

CULTURA
ESPECISTA
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Para provar que a raça humana é superior, criamos tradições desfavorecidas à outras espécies, o que implica em grande sofrimento e dor à seres que sentem o mesmo que agente.
Será mesmo que somos tão diferentes dos animais ou não conseguimos mostrar a fragilidade de não sermos superiores?
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VAQUEJADA
"Montados em seus cavalos, vestidos com gibões de couro, estes bravos vaqueiros se embrenhavam na mata cerrada em busca dos bois, fazendo malabarismos para escaparem dos arranhões de espinhos e pontas de galhos secos. Alguns animais se reproduziam no mato. Os filhotes eram selvagens por nunca terem mantido contato com seres humanos, e eram esses animais os mais difíceis de serem capturados. Mesmo assim, os bravos vaqueiros perseguiam, laçavam e traziam os bois aos pés do coronel. Nessa luta, alguns desses homens se destacavam por sua valentia e habilidade, e foi daí que surgiu a idéia da realização de disputas." Encurralados, com medo e sofrendo agressões a choque elétrico, golpes de esporas e pancadas para fazer com que bois e cavalos corram, depois a derrubada, que causam fraturas, traumatismos e deslocamento da cauda ou até a amputação, que é puxada para que parem diversas vezes, até porque a regra desse "esporte" diz que só se dará como vencido o monstro (homem) que conseguir fazer o homem não mais levantar depois da derrubada. A evolução até hoje tornou um "esporte" que maltrata por diversão, gerando um grande negócio para os organizadores, que ganham pelos ingressos e para os "atletas" que os vaqueiros tornaram-se.


TOURADA
Todos os touros têm pelo menos quatro anos de idade, quando ainda não fizeram 4 anos diz-se que é uma novilhada, como se fosse algo para se nomear. A lide consiste na colocação de ferros, "farpas" de tamanhos variáveis, começando com ferros longos de até 15 cm no dorso do animal. Começam com seis touros, cada um é "lidado" por um cavaleiro, que tem um determinado tempo para cravar um número variável de farpas compridas e curtas no dorso do animal, para sangrar e o debilitar. Depois, um toureiro a pé (menos comum nas touradas portuguesas), que também crava as bandarilhas, com o seu arpão e peso, que rasgam os músculos e abrem feridas à medida que o animal se movimenta. Em Portugal é proibida a morte do touro na praça (com excepção da vila de Barrancos), mas Espanha, França, México, Colômbia, Peru, Venezuela e Guatemala, entre outros, a lide a pé culmina na morte, por estocada, do animal, que com a espada tenta-se trespassar o coração, a maior parte das vezes sem êxito ou perfurando-se então os pulmões, provocando a asfixia devido à hemorragia interna. Com a última estocada, tenta-se cortar a espinal medula do animal em agonia. E por vezes, depois de tudo isto, o touro ainda respira. Em Portugal o touro seria retirado da arena para morrer longe do público, onde não seja visto a estremecer em convulsões e a sangrar pela boca. Os argumentos à favor dessas atrocidades são que isso é uma "herança cultural", arte, cultura e até o absurdo de que o touro não sente as feridas ou tem uma vida até boa até o dia de sua morte; mas nenhuma delas são suficientes. Tradição nem sempre é algo benéfico, com a escravatura também era, que felizmente foi abolida. Cultura é o efeito de cultivar o conhecimento humano e melhorar-se através do exercício das capacidades intelectuais do homem, que na tourada não tem efeito nenhum, já que todos ali provavelmente não tem capacidades intelectuais, só mesmo os próprios touros, que sentem e lutam por sua vida, mesmo sem sucesso. "A tourada desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura." UNESCO, 1980.

FARRA DO BOI
Um elemento da "cultura popular" do estado brasileiro de Santa Catarina, onde o boi faria o papel de Judas ou simbolizaria Satanás que através da tortura do as pessoas se livrariam de seus pecados, hoje além disso é uma oportunidade para gerar dinheiro com a venda de comes e bebes para os participantes. Ocorre na época da Páscoa, na Sexta-feira Santa, mas algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais. Empresários, criadores de gado, cidadãos, donos de restaurantes, donos de hotéis e políticos, são os que doam os bois para a "festa". Antes do evento o boi é confinado sem alimento disponível por vários dias, sendo maior o desespero com a comida e água colocados num local onde o boi possa ver e não possa alcançar. A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos "farristas" , que carregam pedaços de pau, facas, lanças de bambú, cordas, chicotes e pedras - homens, mulheres e crianças - perseguindo o boi que, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando. animais banhados em gasolina e depois incendiados, pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados. Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus rabos. Os bois podem ser esfaqueados e espancados, com um certo "cuidado" para que o animal permaneça vivo até o final da "brincadeira". Essa tortura pode continuar por três dias ou mais, depois o boi é morto e a carne é dividida entre os participantes.

RINHAS
De Cães: Dois cães são colocados juntos para brigarem, que só termina quando o dono do cão desiste. Em combates profissionais, há um tipo chamado a morte que os separa. São cães como outro qualquer, "treinados e estimulados", desde pequeno, para combater outro cão, não têm escolha, aprendem o que os donos ensinam. Têm orelhas curtas, muitas vezes amputadas; feridas e machucados constantes; cicatrizes na cabeça, pescoço, pernas, orelhas; feridas constantes com sangramento notável. Por isso culpar o cão pelos atos do homem é o mesmo que condenar à prisão um revólver usado em um crime.

De Galos: Equipados com afiadas lâminas de metal, na altura das esporas, os galos se vêem forçados a lutar até a morte, para satisfazer aos apostadores. O galo que correr da briga, que cai por nocaute, ou quebra a pata ou a asa, perde. Os "galos de briga" só brigam na natureza para defender o seu território e nas rinhas, apenas reagem de acordo com o que aprenderam, também.

E até de Canários: Dois machos são estimulados a disputarem uma fêmea até a morte, porém o vencedor não fica com ela. Ele é preparado para a próxima luta. As pessoas envolvidas em rinhas freqüentemente estão envolvidas também em outras atividades ilegais como jogos, roubo, estupro, homicídios, tráfico, posse de drogas e armas. Têm, em sua maioria, histórico de atitudes violentas ou criminosas em relação às pessoas, não sendo raro levarem crianças para assisti-las. Muitos animais gravemente feridos são abandonados pelo seu dono após a rinha, pois os gastos na sua recuperação são geralmente altos, por isso não compensa.

RODEIO
No século XVII, logo após a vitória do EUA na guerra contra o México, os colonos norte-americanos adotaram alguns “costumes” de origem espanhola praticadas pelos mexicanos, especialmente as festas e a doma de animais, os quais o gado era rodeados (juntar o gado). Com o passar do tempo, o rodeio foi adquirindo as características que conhecemos, uma prática "recreativa" que consiste em permanecer por até oito segundos sobre um animal (cavalo ou boi) com cerca de trinta milhões de aficionados. São utilizados instrumentos que causam dor e estresse ao animal, pelo menos a prova do laço foi proibiada em 2006. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força o ato do animal pular é a comprovação de sua dor e estresse, fazendo com que instintivamente tente se livrar de todos os apetrechos que lhes colocam: O sedém é uma espécie de cinta amarrada á virilha do animal, que ao comprimir a região dos vazios do animal, provoca dor, pois nessa região existem órgãos como parte dos intestino e o pênis do animal. A peiteira é uma corda de couro amarrada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila, que com a forte pressão que exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor também, nela são colocados sinos, que produzem um barulho altamente irritante ao animal, ficando mais intenso a cada pulo seu. As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos peões, servindo para golpear o animal (na cabeça, pescoço e baixo-ventre) garantindo mais pontos aumentando o número de golpes com as esporas. Além da situação estressante que os animais são submetidos nos momentos que antecedem sua entrada nas arenas: pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol são colocados nos sedenhos ou sob a sela do animal; choques elétricos e mecânicos são aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena; substâncias que causam ardor são introduzidas no corpo do animal, para que fiquem enfurecidos e saltem, que em contato com cortes e outros ferimentos causa uma sensação de ardor insuportável; golpes e marretadas na cabeça do animal, costumam produzir convulsões e são os métodos mais usados quando o animal já está velho ou cansado, com a finalidade de provocar sua morte; o chifre dos bovídeos, para a realização de determinadas provas, é “aparado” com a utilização de um serrote, sem anestésico, e causando sangramentos e dor aos animais; eles são transportados em minúsculos espaços e para que embarquem ou desembarquem dos caminhões, são obrigados a passarem por rampas, sendo que muitas vezes os animais escorregam e se fraturam neste ato; além de declarações de peões que treinam de 6 a 8 horas diárias, portanto, todo este tempo o animal estará sendo maltratado. Os animais recebem sim boa alimentação, mas não são bem tratados. O animal para poder entrar na arena e cumprir bem sua “função”, tem que estar forte e com saúde, por isso não há como não ter boa alimentação e o mínimo de cuidados. Porém, com certeza isso não anula os maus-tratos já ditos.

Os abusos e maus-tratos praticados contra os animais são confirmados através de material escrito (pareceres técnicos, decisões judiciais), fotografados e filmados (DVDs). Os defensores do rodeio alegam que é um fenômeno cultural presente não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos, México, Canadá e Austrália, que tem também desacordo com o Artigo 10º da Declaração Universal dos Direitos Animais, da UNESCO. O artigo impede que animais sejam explorados para divertimento dos seres humanos, pois tais exibições e espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal. Além disso, a afirmação de que algo faz parte da cultura local não tem peso legal, pois até mesmo no território dos norte-americanos esta prática não tem sido considerada cultural, com 15 cidades que já a proíbem. Aqui no Brasil a prática do rodeio nada tem de cultural também, pois trata-se de uma cópia do modelo norte-americano, já que os primeiros bovinos criados por aqui eram da raça caracu, que são animais pesados e com enormes “guampas”, sendo impossível sua utilização para fins de rodeios.

Até mesmo a caça à raposa, praticada há séculos na Inglaterra, foi proibida há alguns anos, houve até a proibição recentemente, de produtos derivados das focas na União Européia e há as pequenas proibições contra todas as atrocidades cometidas em vários países e municípios aqui mesmo do Brasil, mostrando como cada vez mais a não exploração de animais para fins de diversão e outros mais, ganham adeptos. Isso pode ser erradicado do mundo, apenas com a simples palavra que gera tantos conflitos entre humanos e outras espécies ou com sua própria espécie também: EDUCAÇÃO! Que é necessária para a humanidade, a ÚNICA espécie que não nasceu sabendo que não deve matar sua própria espécie (ou outras) por diversão! ✖ Bárbara S.

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